quinta-feira, 31 de julho de 2008

Jeff Buckley




Morreu a 29 de Maio de 1997, com 31 anos. A questão do como não é facil de responder, aliás, as opiniões divergem: afogou-se ou decidiu pôr termo à vida no rio Mississipi? Para os mais apaixonados e fatalistas, Jeffrey Scott Buckley suicidou-se, no entanto, a opinião mais geral é a tese de afogamento. Os sites contam a história:




"No dia 29 de maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca de uma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até o carro para guardar alguns objetos, enquanto ouvia Jeff nadando e cantarolando “Whole Lotta Love”. Quando voltou, não viu mais nada. Ele gritou por “Jeff” por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado só uma semana depois, dia 4 de junho, perto da nascente do Mississipi." (Fonte: Wikipedia)




O talento de Jeff Buckley era e é indiscutivel, sendo que a principal manifestação desta certeza é o album lançado em 1994, "Grace". Composto por dez temas, dos quais nenhum se destaca (dado a pureza, perfeição, beleza de todos), o album oferece sentimentos de flutuação, tristeza, e levitação, ou seja, transporta-nos para uma outra realidade indiscritivel na qual e através da qual damos significado a tudo o que se passa na nossa vida. A cada musica que passa, as notas tocam de forma surpreendente em cada ponto do nosso corpo e a voz unica de Buckley contribui para um descanso quase mórbido, mas necessário. E tudo se torna relativo.




Jeff Buckley é, e nunca irá deixará de ser, uma das maiores influências para muitos que enveredam no mundo perturbante e maravilhoso da música.









quinta-feira, 24 de julho de 2008

Kids



Realizado em 1995 por Larry Clark, conta a história de um skate-boarder (Telly) cujo passatempo é viver o dia-a-dia sem limites ou imposições. Mais que liberdade, libertinagem. Portador de HIV (com ou sem conhecimento de causa), com um discurso persistente e talvez aconchegante, tira a virgindade a raparigas desde a mais tenra idade. Depois, conta as suas aventuras ao seu grande amigo Casper do qual o estilo de vida não difere muito.
O enredo do filme não é complexo, mas prende. Os actores não têm grande experiência, mas esmeram-se. Destaca-se assim o papel de Chloe Sevigny (Jenny), Rosario Dawson (Ruby), Leo Fitzpatrick (Telly) e de Justin Pierce (Casper). É um filme, mas, infelizmente, uma realidade actual e inevitável.
O objectivo do meu post não foi a realização de uma critica a este filme, mas sim dar a conhecer uma curiosidade talvez um pouco... mórbida. Como já referi, o filme foi realizado em 1995 e a média de idades dos actores rondava os 20. Ou seja, por esta altura teriam idades por volta dos 30. Certo dia decidi ir pesquisar um pouco sobre cada um dos actores e deparei-me com o seguinte: vários deles tinham morrido. O exemplo mais flagrante é o de Justin Pierce que, após 5 anos da participação no filme, se suicidou, enforcando-se. Sajan Bhagat (que fez o papel de Paul), em 1999 também faleceu. Por último, Harold Hunter, com um ataque cardiaco, teve o mesmo destino.
Coincidências. É com tristeza que me despeço, hoje foi um longo dia!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A minha primeira crítica



There Will Be Blood não ganhou o Óscar, mas esta questão fica para depois. O que é certo é que nao podemos falar desta obra como um simples filme. É mais que isso, é a pura e perfeita conjugação de elementos fotográficos, musicais, actuações geniais que ultrapassam qualquer filme deste século. Difícil de consumir? Para muitos, sim. Compreensível? É subjectivo. São 159 minutos de arte, com actuações brilhantes e já bem conhecidas pelo publico em geral. Pois que é inegável que Daniel Day-Lewis se esmerou, e Paul Dano não lhe ficou nada atrás. Assistimos a uma historia de petróleo, ambição, luta, amor-ódio e degradação. A acção começa a ganhar asas quando D. Plainview (Daniel Day-Lewis) tem conhecimento de forma dúbia e misteriosa de que numa pequena cidade do Oeste um mar de petróleo está a emergir. Assim, segue o rumo juntamente com o seu filho, H.W. (Dillon Freasier - com, certamente, um futuro promissor), para usar a mestria de persistência e tentar a sua sorte na mirabolante Little Boston. É aqui que a intriga começa e tudo acontece. O resto fica para verem.


Jonny Greenwood consegue momentos brilhantes com a banda sonora que criou, principalmente por resistir ao comum e assumir uma postura irreverente. É assim que em muitos momentos, o som esperado era um, e acaba por sair outro, que resulta na perfeição. Mas outra coisa não seria de esperar de um guitarrista de uma banda tão controversa como os Radiohead! (E controversa não significa má, antes pelo contrario).
A complexidade desta obra de Paul Thomas Anderson é imensa, coisa a que ele já nos tinha habituado, por exemplo, com Magnólia, filme que nos faz reflectir sobre questões à partida banais. Será por essa complexidade e consequente falta de apreensão por parte de muitos que There Will Be Blood não foi o premiado? Ou será que, efectivamente, No country for old man (quase tao bom) fica a um nível acima? Para mim, não. Resta a vossa opinião. Entretanto, quando tiverem oportunidade, não deixem de ver There Will be Blood.